AUTOCONHECIMENTO PARA PESSOAS NEURODIVERGENTES: NÃO É MODA, É SOBREVIVÊNCIA!
- Adriana Malacari

- 23 de fev.
- 2 min de leitura
Esse mês eu falei sobre autoconhecimento, mas hoje quero falar especialmente com você que é neurodivergente.
Autoconhecimento, para você, não é luxo. É estratégia de vida!
Durante muito tempo, muitas pessoas neurodivergentes cresceram ouvindo que eram “sensíveis demais”, “desorganizadas”, “exageradas”, “distraídas” ou “intensas”.
E quando você escuta isso repetidamente, começa a acreditar que o problema é você. Mas não é!!!
Autoconhecimento é entender:
Quais ambientes me sobrecarregam?
Quais estímulos me desregulam?
Como meu cérebro funciona sob pressão?
Como eu tomo decisões?
O que me esgota?
O que me fortalece?
Quando a pessoa entende seus próprios gatilhos sensoriais, emocionais e cognitivos, ela para de se violentar tentando caber em padrões que não foram feitos para ela.
E aqui entra um ponto muito importante: Autoconhecimento não é se rotular. É se compreender.
Como estudante de psicologia, autista, mãe atípica e também como alguém que trabalha com comportamento e decisões, eu vejo diariamente o quanto a falta de autoconhecimento leva à culpa, à comparação e ao esgotamento.
Como consultora, eu observo outra coisa: Muitas decisões financeiras e profissionais ruins não vêm da falta de capacidade. Vêm da falta de compreensão do próprio funcionamento.
Se eu sei que tenho dificuldade com sobrecarga social, talvez eu não deva escolher um modelo de negócio que me obrigue a networking intenso o tempo todo.
Se eu sei que hiperfoco é uma característica minha, eu posso usar isso como força estratégica.
Autoconhecimento é transformar vulnerabilidade em estratégia.
Eu deixo um exercício simples, pergunte-se:
Em quais situações eu me sinto competente?
Em quais eu me sinto drenado?
O que eu faço naturalmente bem, mesmo que ninguém tenha valorizado isso?
Autoconhecimento não começa no diagnóstico.
Começa na observação honesta de si.
E se você é mãe de uma criança neurodivergente, esse processo começa em você também.
Uma mãe que se conhece regula melhor.
E quem regula, ensina regulação.
Esse é o primeiro passo de qualquer mudança real.
Se você leu até aqui, talvez seja porque está começando esse processo.
E isso já é coragem!
Com carinho, Adriana Malacari 💛

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